Fragmento da Madureza
Cheguei em um ponto.
Não reconheço mais as palavras,
E o que antes era belo se tornou precário;
Inocente; iniciante; ilustrado; incabível.
O que posso fazer agora?
Continuar arrancando frutas verdes dos pomares,
Na esperança de sentir o doce da madureza.
Não! Vou me sentar debaixo da árvore,
Preciso contemplar o movimento das folhas
Que eu já me esqueci.
Elas têm mais a dizer que os frutos,
Pelo menos para mim, que brinco de escritor.
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